Eu acredito que se assumir liberta

Eu acredito que se assumir liberta e que todas as pessoas deveriam ter o direito de serem respeitadas vivendo uma vida baseada na verdade e não uma vida baseada na mentira.

Eu Acredito que Se Assumir Liberta!

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Quem sou eu

Flávia AduraEu sou a Flávia Adura, tenho 29 anos, sou homossexual e até os meus 23 anos eu não era assumida.

Eu não era assumida para ninguém, eu realmente não me aceitava.

Cheguei até a ter um relacionamento quando eu tinha com 19 anos, um noivado com um rapaz e,

por um motivo ou outro, esse relacionamento acabou não dando certo, graças a Deus, porque na verdade eu não era feliz.

Eu estava vivendo uma vida que era imposta pela sociedade e não a vida que fazia sentido para mim.

Foi quando eu comecei a aceitar que realmente eu era diferente e quando comecei a pensar a respeito disso foi como se eu tivesse entrado num Túnel do Tempo.

Toda a minha infância, a minha adolescência, a minha fase adulta,

começou a se passar na minha cabeça e eu percebi realmente que eu era diferente desde sempre e que eu nasci assim.

Fui buscar informações para saber como eu poderia me assumir e, infelizmente,

eu não encontrei muitas informações a respeito.

Foi quando eu conversei com dois amigos meus,

e um desses amigos tinha uma conhecida que se disponibilizou para bater um papo comigo e me ajudar a entender o que eu estava passando e o que eu estava sentindo.

Como eu me assumi

Eu sou muito grata a essa conversa que tive porque foi depois dela que, na mesma noite,

eu cheguei em casa e consegui me assumir para a minha mãe.

Nessa época, eu tinha 23 anos. Foi uma conversa muito difícil porque,

apesar de eu ter tido coragem de falar que eu tinha um assunto sério para conversar com ela, a continuação não vinha,

as palavras não saíam da minha boca.

E eu estava passando um desespero muito grande naquele momento, mas realmente, depois de um tempo,

eu tive a coragem de conversar e falar para ela o que eu estava sentindo, o que estava se passando comigo.

Apesar de toda a surpresa e de impor algumas restrições,

a minha mãe acabou me aceitando super bem, mas ela parou de falar sobre o assunto, ela não quis mais tocar no assunto.

E um dia eu cheguei para ela e falei assim:

“Olha mãe, eu vou sair de casa, eu vou voltar e eu vou continuar sendo assim.

Então, se você quiser conversar a respeito, se você quiser bater um papo de novo sobre toda a nossa conversa, a gente pode conversar novamente.”

E foi nesse momento que a minha mãe decidiu pedir ajuda.

Ela pediu ajuda para um grupo de apoio para pais de homossexuais e nesse grupo de apoio também tinha um grupo de apoio para jovens.

Então tivemos uma ajuda muito forte dessas pessoas, as quais eu sou grata eternamente.

Assumindo-se para família

A partir daí, eu tinha ganhado realmente uma aliada para entrar nesse campo de batalha comigo.

E foi quando eu tomei a decisão de contar para todos os meus familiares sobre o que estava se passando comigo,

sobre a minha decisão de realmente  assumir para o mundo que eu sou homossexual.

E eu fiz isso com cada familiar.

E eu fui percebendo que a maneira com que eu falava com eles e a ordem que eu ia contando estava me ajudando a conseguir novos aliados para enfrentar essa batalha (porque não é fácil se assumir).

Não é fácil se assumir em qualquer lugar no mundo e ainda não é muito fácil se assumir no Brasil.

Mas, graças a Deus, eu tive muito sucesso durante essa fase e todas as pessoas da minha família,

de uma maneira ou outra, conseguiram me apoiar.

Assumindo-se no trabalho

Só que eu tinha um outro desafio: o desafio profissional.

Eu trabalhava em um dos escritórios mais renomados de advocacia do país e era um escritório super tradicional,

como os escritórios costumam ser.

E eu tenho muito orgulho de dizer que eu conheci uma pessoa muito especial, a pessoa que eu sou casada até hoje.

Eu Acredito que se Assumir Liberta

E nesse momento eu tive que tomar decisão de contar no meu trabalho,

realmente, que eu estava assinando uma união estável para que eu pudesse incluir a minha esposa nos benefícios que eu tinha naquela empresa.

Foi uma decisão muito difícil, mas que eu também superei.

E me deu forças porque eu entendi que se eu tivesse me assumido naquele escritório,

com aquelas tradições, eu poderia me assumir em qualquer lugar e isso me ajudou demais na minha trajetória.

Como surgiu o Butterfly coaching?

Butterfly coachingEssa trajetória profissional acabou tomando outro rumo.

Eu decidi fazer uma formação de coaching porque o meu sonho na vida sempre foi ajudar as pessoas.

E a partir daí eu consegui, depois de três anos, a começar a fazer o meu nome nessa carreira de coaching,

ajudando empreendedores, mas de uma forma ou de outra eu sabia que eu podia muito mais.

Foi em um evento ao vivo que eu tomei a decisão de mudar totalmente de nicho e ajudar mulheres.

Ajudar mulheres a se assumirem com segurança, método, mas, principalmente, apoio.

E eu faço isso através de um projeto que chama Butterfly Coaching.

E por que Butterfly?

Porque é uma analogia realmente com uma borboleta.

Quando a gente está se aceitando, quando a gente não conseguiu se assumir é como se a gente estivesse em um casulo que nem a borboleta.

E toda essa transformação que a gente precisa passar até a decisão,

a coragem e realmente de fato conseguir se assumir é a analogia que eu faço com o casulo e depois quando a borboleta cria asas e consegue voar.

Então é dessa maneira que eu quero ajudar a salvar vidas.

Você pode salvar sua vida ao se assumir

Por que acredito que posso salvar vidas?

Porque, infelizmente, a gente sabe que algumas pessoas desistem de viver.

Na nossa comunidade, a gente sabe que isso acontece e eu quero que essas mulheres não precisem passar por isso, não precisem chegar a esse ponto.

E um outro aspecto também de salvar vidas é salvar uma vida que ela deixaria de ter se ela não tivesse coragem de se assumir.

E é isso que eu realmente acredito, que é a minha missão de vida:

é ajudar essas mulheres, é empoderar essas mulheres para que elas percebam que precisam decidir, que precisam de coragem e que precisam se realizar, de fato, se assumirem.

Tenho certeza que dessa maneira nós vamos salvar muitas vidas e impactar de fato toda a sociedade, porque existe uma frase que eu gosto bastante que diz assim:

“Quando a maré sobe, todos os barcos sobem junto”

e é a mesma coisa que acontece quando uma pessoa se assume:

outras pessoas vão tendo mais coragem de se assumir também e eu tenho certeza que,

quanto mais pessoas se assumirem, menos isso vai ser necessário no futuro.

Eu verdadeiramente acredito que você pode ser feliz, que você pode ser livre e que você pode ser respeitada.

Eu acredito em você e eu quero que essas mulheres saibam que elas não estão sozinhas,

Que elas podem sempre contar comigo e que elas acreditem que Se Assumir Liberta!

Abraços,

Flávia Adura

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